• Íkaro Fontenele | @ikaro_fontenele

03 dicas para sua EdTech garantir aos usuários maior segurança dos dados deles


gif

A educação é um dos temas mais discutidos e falados na sociedade, sendo fundamental para o desenvolvimento de todos os aspectos sociais. Dessa forma, criar soluções digitais que possam resolver os problemas existentes no setor da educação é um grande desafio, mas também uma grande oportunidade de negócio.


Nos últimos anos, o mercado das Edtechs tem ganhado cada vez mais notoriedade, representando em 2020 uma fatia de 6,3% em número de aquisições de startups. Empresas como o Grupo UOL, Somos Educação e Eleva são os investidores destaques deste setor.


Visando obter esse crescimento, por meio de oportunidades, é que se torna necessário entender seus resultados, suas tendências de desenvolvimento e adequações necessárias para o setor das Edtechs.


Faz parte do modelo de negócio da maioria das Edtechs a coleta e o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes, de modo que a preocupação com a segurança da informação e com práticas de compliance em privacidade e proteção de dados pessoais são ainda maiores do que em outros ramos de startups.

Já falamos um pouco mais sobre os cuidados que as empresas devem ter com os dados pessoais de crianças e adolescentes em nosso Blog.


Mas mesmo aquelas que não tratam dados de crianças ou adolescentes devem ter elevado grau de proteção com relação a seus usuários. Isso porque existe uma relação de confiança esperada pelo usuário, expectativa essa que deve ser entregue pela empresa, caso contrário pode até mesmo perder seu cliente ou sofrer algum tipo de reclamação perante algum órgão de fiscalização ou o Poder Judiciário.


Neste artigo, reunimos 03 dicas para a sua EdTech garantir aos usuários maior segurança dos dados deles, destacando-se nesse mercado cada vez mais competitivo.

1 - Criação de um canal de comunicação


Durante a utilização da sua plataforma ou serviço, poderá haver alguns questionamentos sobre eventuais funcionalidades ou sobre o uso dos dados pessoais coletados. Desse modo, o canal de comunicação servirá para, além de dialogar com o usuário, aproximar a sua empresa de seu público, aprimorando a experiência.

Alguns exemplos bastante comuns de canal de comunicação podem ser apresentados:


a) Chat em uma plataforma web ou app;

b) Campo no site (“fale conosco”), permitindo o envio de uma mensagem por e-mail diretamente da página;

c) Apresentação de um endereço de e-mail, para o qual o usuário poderá enviar alguma solicitação;

d) Comunicação do telefone, permitindo ao usuário entrar em contato por meio de ligação telefônica.


É relevante destacar que o Canal de Comunicação não deve servir apenas como uma forma de receber sugestões e feedbacks dos usuários. Ele possui como principal função a de permitir que os titulares de dados possam exercer seus direitos e esclarecer suas dúvidas

(Falamos um pouco mais sobre os direitos dos titulares de dados em nosso Blog).


2 - Criação de uma Política de Privacidade


Para fins de aprimorar diversos procedimentos executados por meio da sua EdTech, certamente haverá a necessidade de tratar dados pessoais. Dessa forma, é de fundamental importância que haja uma política de privacidade bem estruturada, pois é por meio dela que haverá a comunicação ao usuário sobre os cuidados que a empresa adota em relação aos dados pessoais que ele concede.


Veja alguns tópicos que são comuns nesses documentos:


a) Quais dados são tratados;

b) Quais as finalidades para o tratamento de dados;

c) Com quem os dados pessoais são compartilhados;

d) Quais medidas de segurança são adotadas;

e) Se os cookies são utilizados;

f) Forma de contato com o Encarregado de Dados.


Apesar desses tópicos mais comuns, não se deve adotar modelos prontos, que muitas vezes estão disponibilizados na internet. A política de privacidade deve refletir a exata realidade presente na empresa, por isso deve fornecer informações corretas e claras sobre ela. Por isso, é importante o suporte de um profissional especializado, para que o consentimento do usuário seja válido juridicamente e esteja em conformidade com as exigências legais, devendo ser um consentimento livre, expresso e inequívoco.

Se quiser saber um pouco mais sobre Política de Privacidade, temos conteúdo sobre isso em nosso Blog.


3 - Criação de acordos de sigilo e confidencialidade


Os acordos de sigilo e confidencialidade são imprescindíveis para uma EdTech evoluir de maneira saudável, pois por meio deles você assegura que os seus segredos industriais, estratégias de mercado e ideias não sejam apropriados por outros, sejam colaboradores ou parceiros de negócio. Antes de acontecer qualquer conversa de negócio entre um representante da empresa e um terceiro, é preciso tê-los em mãos.


Esses acordos devem definir:


a) as partes envolvidas;

b) o objeto (quais as informações a serem reveladas e a forma de exposição);

c) os direitos e obrigações das partes;

d) as sanções em caso de descumprimento; e

e) o prazo de validade do sigilo.


Há, também, a necessidade de se investir em segurança da informação, para proteger esses dados e documentos sigilosos, já que eles conferem vantagem competitiva ao seu negócio.


Desse modo, seguindo essas 3 dicas, a sua EdTech terá iniciado muito bem sua jornada para alcançar níveis cada vez maiores de confiança e satisfação de seus clientes, além de ganhar respaldo em um mercado cada vez mais consolidado.


Todas dessas dicas devem ser postas em prática, mas sempre adequadas à realidade e à necessidade de cada negócio. Por isso, é importante ter cuidado para sua elaboração ou implementação, de preferência acompanhado de um profissional especializado no tema.

21 visualizações

Posts recentes

Ver tudo