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Conheça 5 riscos em não possuir uma Governança Corporativa para a sua Startup ou Scale-up.

Atualizado: há 20 horas


É muito comum ouvirmos falar do sucesso de empresas que começaram pequenas e receberam grandes aportes em seu capital ou até mesmo que foram vendidas por uma quantia milionária.


O que raramente encontramos, no entanto, são as histórias de quem parou de prosperar no meio do caminho, não conseguindo evitar os riscos de mortalidade que surgiram ao longo da jornada. Desse modo, por meio deste texto, convidamos você a imaginar o seguinte cenário: sua startup encontra seu lugar no mercado, atingindo um acelerado crescimento. Com um produto/serviço bem posicionado, ela passa por um problema derivado da negligência em se estabelecer uma estrutura sólida de governança e, como consequência, acaba gerando um impacto negativo ao negócio e todo o esforço, trabalho e riscos assumidos ao longo de anos acabam por se tornar só mais uma história que ninguém irá conhecer. Situação desconfortante, você concorda?


Por essa razão, a partir do que vem a seguir, vamos te ajudar a evitar que problemas como esses levem a um cenário de mortalidade do negócio que você luta todos os dias para fazer prosperar.

Mas o que é Governança Corporativa?


Ao indagar sobre o tema, a sensação que passa para muitos empreendedores é a de que governança é apenas para grandes empresas, de capital aberto, por exemplo. Entretanto, o que o mercado de startups vem apresentando é que essa ferramenta tem uma importância muito relevante desde a fase de ideação.


A Governança Corporativa revela-se como uma série de práticas preventivas e corretivas adotadas por uma empresa para fortalecer a organização com o objetivo de alinhar os interesses de toda a equipe e conciliar as preferências individuais, aliando tudo com os órgãos de fiscalização e regulamentação.


Pode-se dizer que a governança mostra os caminhos que a empresa deve seguir para alcançar os resultados esperados.


Note que a importância do tema na jornada da sua startup é relevante, pois está diretamente ligada com os próximos passos do seu ativo mais valioso, sua empresa. É a partir dessa explicação, que fica cada vez mais claro que a governança tem uma função de mitigar o risco de mortalidade do seu negócio.


Nós sabemos que esse modelo de negócio inovador e disruptivo tem um primeiro ciclo muito desafiador, relacionado a sua sobrevivência e que é exatamente o conhecimento e a aplicação da governança corporativa que é capaz de minimizar os riscos durante essa fase, como a saída de um sócio, por exemplo.


Desse modo, apresentamos abaixo os riscos que a sua startup corre em não possuir uma governança corporativa, ainda na fase de ideação.

Diferença de tempo investido por cada sócio.


No momento inicial, é muito comum que alguns sócios forneçam capital, enquanto outros oferecem “apenas” trabalho. Desse modo, já é possível notar que o tempo gasto nos negócios por cada parceiro poderá ser diferente.


O risco surge quando não é definido como cada sócio agregará à sociedade: com capital financeiro ou intelectual, especificando aportes financeiros e o tempo disponível.

Dificuldade financeira.


Já parou para pensar que um momento de dificuldade financeira atravessada por um dos sócios pode resultar em decisões contrárias aos interesses do negócio em médio e longo prazo?


Com a governança, a capacidade financeira individual dos sócios deverá ser analisada de maneira preventiva, visando garantir que não haja impacto negativo de um problema pessoal no funcionamento da empresa.

Retirada de um dos sócios.


Caso algum sócio futuramente venha a se retirar da sociedade, como que será dada essa opção? Ele poderá continuar no quadro social mesmo saindo da operação? Em caso negativo, terá direito à apuração e recebimento dos valores investidos? Esse pagamento será feito com base no valor efetivamente investido ou no valuation da época de sua saída? Por tudo isso, recomendamos a formalização das principais tratativas dos fundadores (antes mesmo da formalização da empresa) em um documento, conhecido como founders agreement (acordo de fundadores).

Dificuldade no acesso a recursos financeiros de investidores


Nos primeiros passos da startup, os próprios fundadores costumam prestar serviços para a empresa. Desse modo, é recomendado avaliar os riscos de se empreender como sócio único.


Se você pretende seguir o caminho sozinho, o risco de continuidade de um projeto individual pode dificultar a obtenção de recursos financeiros a partir de investidores, que não se sentirão seguros diante de tal cenário.

Proteção da propriedade intelectual e confidencialidade


Imagine que, motivado por uma discussão ou quebra da parceria entre você e o seu sócio, ele decida colocar no mercado a mesma ideia que vocês construíram, só que com mais recurso, em uma outra empresa (concorrente direta). Péssima situação, concorda?


Por isso, é importante a proteção da propriedade intelectual e a existência de um contrato particular assinado entre os fundadores e os envolvidos no projeto, garantindo a confidencialidade do negócio e a proteção da sua propriedade intelectual.


Diante de todos esses riscos, você ainda pensa em trilhar a sua jornada sem uma governança para sua startup? Não deixe a sua história se tornar só mais uma que ninguém irá conhecer.