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Qual a importância da retenção de talentos e a sua relação com vesting e startups?


Cada dia mais, é perceptível como o conhecimento técnico não é o fator mais importante que um profissional de qualidade pode oferecer à sua empresa.


Hoje, os empregadores vêm buscando para os seus times pessoas que possuam as chamadas soft skills, habilidades que estão mais associadas à forma como o profissional interage e se relaciona no seu ambiente de trabalho. Por isso, o foco tem sido na busca de colaboradores com um perfil pessoal alinhado aos valores e à cultura organizacional, que demonstram engajamento, resiliência e abertura para mudanças.


De que adianta, porém, possuir funcionários qualificados se não for capaz de mantê-los por perto com interesse em evoluir juntamente ao negócio?


Por isso é necessário criar planos de ação para que os melhores funcionários permaneçam na empresa. Isso é o que chamamos de retenção de talentos.


Além de evitar despesas desnecessárias com a rotatividade, treinamentos dos substitutos e gastos trabalhistas, a retenção de talentos garante a sequência de trabalho e conhecimento nos setores, mantendo um padrão de qualidade.


Após a contratação de alguém que tenha um perfil compatível com os valores da empresa, a manutenção de sua motivação, engajamento e produtividade é fruto do reconhecimento do trabalho.


Caso não haja reconhecimento, é comum os colaboradores buscarem por novos trabalhos, pois a relação de troca é quebrada e, ao acreditarem que seu empregador não valoriza suas habilidades e não oferecem um crescimento profissional, começam a se sentir explorados.


Por esta razão, devem ser criados mecanismos para alinhar os objetivos dos colaboradores aos da empresa e ser oferecidos incentivos para a manutenção do empregado e a melhoria de seu desempenho.


Assim, o contrato de Vesting, com ou sem Cliff, pode ser uma excelente alternativa a quem pretende ter pessoas excepcionais no seu board, sem sacrificar muito o caixa da empresa.


Em resumo, Vesting é o oferecimento de uma parcela do percentual da empresa a um colaborador ou advisor, que somente poderá ser exercida após o transcurso de tempo e o cumprimento de metas. Ou seja, o profissional passa a ganhar o direito gradual e progressivo à participação societária ao cumprir condições mensuráveis em um determinado período, o que permite que vá acumulando novas quotas no decorrer do período contratual.


Essa modalidade contratual tem sido amplamente utilizada no cenário econômico atual, principalmente quando tratamos de Startups, como forma de substituição ao oferecimento de um pacote de remuneração elevado.


Muito embora seja visto como uma forma de retenção de talentos por parte da empresa, é preciso que o empregador tenha em mente que, a partir do momento em que for consumado o Vesting, a empresa está ganhando um novo sócio, e não adotando uma nova modalidade de contrato de trabalho para com o empregado.


Isso porque, para fugir dos riscos da caracterização do vínculo de emprego entre sócio e empresa, é preciso que a redação da estrutura dessa ferramenta seja adequada e esteja de acordo com a natureza jurídica do Vesting, sem criar qualquer tipo de natureza salarial.


Fica claro, portanto, que pessoas bem qualificadas são o ponto de partida para construir uma história empreendedora sólida, próspera e com bom desempenho no mercado. Daí a extrema importância da criação de uma política de retenção de talentos no seu negócio, com a valorização do trabalho e qualidade de vida dos colaboradores.


(Você quer saber mais o que é um contrato de Vesting, seus aspectos jurídicos e trabalhistas? Abordaremos estes assuntos nos próximos textos do blog. Fique ligado!)

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